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O início do voo livre se funde com os primeiros registros de tentativas de o homem voar, que são datados da Grécia Antiga. O sonho de planar no ar era antigo, mas resultados satisfatórios de decolagens e pousos aconteceram após 1962, quando uma pesquisa da NASA, Agência Espacial Norte-Americana, desenvolveu aerofólios que serviram como base para as primeiras asas de voo livre. O primeiro voo oficial foi realizado em 1974, no Cristo Redentor, pelo francês Stephan Dunoyer de Segonzac. Este foi o grande propulsor do esporte no Brasil e no mundo, mas principalmente no Rio de Janeiro, considerado como o destino mais requisitado pelos fãs de voo livre.
Equipamentos necessários
Asa-delta
• Asa-delta
• Capacete
• Ballet (onde o piloto fica deitado)
• Paraquedas reserva
• Rádio de comunicação
• Mosquetão
Parapente (ou paraglider)
• Paraglider ou parapente
• Capacete
• Paraquedas reserva
• Selete (cadeirinha)
• Rádio de comunicação
• Mosquetão
Prepare-se
Para fazer um voo como acompanhante é simples: basta ter vontade e escolher um piloto habilitado e com filiação à Associação Brasileira de Voo Livre (ABVL). Não é necessário que a pessoa tenha muito preparo físico, pois ela corre apenas na decolagem. Com o aparelho no ar, só resta apreciar a paisagem, deixando o piloto comandar o passeio.
As escolas dirigidas por pilotos habilitados a realizar o voo duplo exigem que o acompanhante tenha mais de 18 anos e que assine um termo de responsabilidade, que é utilizado para a pessoa tenha ciência dos riscos, considerado muito baixo, do voo.
Para os mais dispostos, também há a possibilidade de se tornar um piloto habilitado de asa-delta e parapente, desde que ele realize um curso reconhecido pela ABVL. “Após a formação, a escola deve encaminhar uma carta de apresentação com as provas e avaliações técnicas e teóricas do piloto recém-formado para a Associação Brasileira de Voo Livre e filia-lo em um clube credenciado. O piloto receberá uma habilitação CPD como piloto UP-PG NI (piloto de "U"ltra-leve "P"rimario "P"ara"G"lider nivel I - aluno)”, afirma Ricardo Cordeiro Branco de Souza, o Chapolim, instrutor da escola Prodelta.
Após este primeiro curso, há uma série de treinamentos para que o piloto possa até comandar voos duplos.
Asa-delta ou parapente?
O voo livre pode ser feito por asa-delta ou parapente, aparelhos planadores que necessitam de ascendentes térmicas para se manterem no ar. A grande diferença entre os dois são a velocidade e o planeio dos mesmos, com uma ligeira vantagem para a primeira.
“A asa-delta, por possuir uma asa rígida, atinge uma velocidade maior e um planeio aproximadamente 1/15. Ou seja, o aparelho voa cerca 15 km a cada 1.000m de altitude. Já o parapente tem um desempenho menor, de 1/10”, comenta Chapolim.
A única mudança considerável entre os dois é a posição do piloto no momento da condução. Ele voa deitado na asa-delta, enquanto no parapente ele fica sentado.
A viagem
Viajar com um aparelho de voo livre demanda de um bocado de cuidados, já que os mesmos são caros, grande e possui estruturas frágeis. “Sempre é bom conhecer a agência de viagem e ter um seguro de seu equipamento, que gira em torno de R$ 10.000,00”, explica Chapolim.
Após os trâmites para levar seu equipamento, não faltarão opções para seu voo. O Brasil é um dos países que mais possuem rampas de decolagem no mundo, com destaque para o Rio de Janeiro, onde foi realizado o primeiro voo oficial e se encontram a maioria dos praticantes brasileiros. A maioria dos pilotos decola da Pedra da Gávea, no bairro do São Conrado, que, inclusive, é o maior bloco de pedra a beira mar do planeta.
O litoral paulista, como São Vicente, e cidades da grande São Paulo, a exemplo de Pirapora do Bom Jesus, também são referências no esporte. Minas Gerais tem uma grande influência no voo livre, o que pode ser explicado por sua geografia ser bastante acidentada. Belo Horizonte, Araxá e Santa Rita do Sapucaí são destinos bastante procurados por pilotos ou por pessoas que possuem interesse em realizar um voo livre.
Enfim, de Norte a Sul do Brasil é possível encontrar uma escola e uma pista boa para a decolagem de asa-delta ou parapente. Ceará, Santa Catarina, Rio Grande do Norte, Paraná, Rondônia e Espirito Santo são alguns exemplos.
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