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Um paraíso chamado caribe!
Minha noiva Renata e eu gostamos muito de praia, moramos no litoral de Santa Catarina, mas sempre tivemos o sonho de conhecer o Caribe. Um dia, "viajando" pelo Portal da CVC me deparei com a possibilidade de conhecer as ilhas caribenhas e, analisando todas as opções, decidimos pelo pacote Curaçao e Aruba. Fizemos a escolha certa! Embarcamos em novembro e aproveitamos dias quentes, areia branquinha e águas cristalinas. Ao entardecer, um vento gostoso e lindo pôr do sol em praias maravilhosas. A natureza predomina nas duas ilhas, mas há diferenças entre Curaçao e Aruba, por isso aproveito para contar aqui um pouco da minha viagem e do meu ponto de vista sobre essas ilhas fantásticas.
"Bonbini", que significa "bem-vindo" em português, era única palavra que eu conhecia em papiamento, o idioma caribenho. Bastou ouvi-la para acordar do tédio da viagem e perceber que havíamos chegado em Curaçao. Já eram 21 horas e, diante daquela noite de calor, ouvimos algumas palavras em português, ufa, havia um receptivo brasileiro para nos receber! Descobri que ter um guia falando português para explicar os passeios é excelente e faz a maior diferença durante a viagem!
Logo no primeiro dia pela manhã recebemos as instruções e dicas de Curaçao e, para não perder tempo, já fomos visitar o Sea Aquarium e de quebra assistimos ao show dos golfinhos (Dolphin Academy) e também alimentamos tubarões. Do aquário ouvíamos aqueles ritmos caribenhos vindos de Mambo Beach (praia ao lado), onde almoçamos e permanecemos por algum tempo assistindo uma corrida infantil de bicicleta. Aliás, por ali sempre acontecem eventos. Curtimos o fim de tarde em Punda, barzinho ao lado da Baía de Santa Ana, depois atravessamos pela centenária ponte móvel Rainha Emma - que dizem ser a maior do mundo - até Otrobanda para voltarmos ao hotel.
No dia seguinte, seguimos ao centro de Curaçao para fazer compras. Lá não faltam perfumes, joias, relógios, eletrônicos e artesanatos. Tudo é relativamente mais barato do que no Brasil. Enquanto caminhávamos, conhecemos um simpático curaçolenho, o Lionel, que tinha uma van para passeios. Ele se esforçava tanto para se comunicar conosco, que acabamos combinando o preço e, junto com outros brasileiros, fomos conhecer as famosas praias do oeste. Que paraíso! Todas maravilhosas, as minhas preferidas: Cas Abao, Porto Mari e Kenepa, esta última é de um azul indescritível!
Aproveitei a viagem para conhecer também Klein Curaçao, que já tinha visto fotos ainda no Brasil. Saímos do hotel às 6h, tomamos café da manhã no catamarã e, após duas horas de mar agitado, finalmente chegamos à ilhota. Klein Curaçao é realmente minúscula, nada mais do 1,7 km2 de extensão total. Apenas 10 minutos de caminhada leva você a um farol abandonado e mais 20 minutos ao cemitério de barcos encalhados no lado bravo. Já na tranquilidade, tivemos a oportunidade de nadar com tartarugas e diversas espécies de peixes. Foi nosso último passeio em Curaçao, mas valeu muito a pena, pois Klein Curaçao revela paisagens que vou guardar por toda a minha vida.
No último dia em Curaçao, aproveitamos a praia do Hotel Hilton e fizemos as últimas compras. Logo depois do almoço, embarcamos para Aruba. De cara percebemos a diferença da simplicidade da colônia holandesa Curaçao para a extremamente americanizada Aruba. Nos hospedamos no Hotel Holiday Inn na badalada Palm Beach diante de resorts, bares e muito mais. Aproveitamos a noite para conhecer o Señor Frogs, um bar temático muito legal, com palco e gincanas, não é a toa que é considerado uma das principais atrações de Aruba.
Na primeira manhã em Aruba, fomos passear em um jipinho alugado. Queríamos conhecer Baby Beach no extremo sul da ilha. Diria que é a melhor praia e com cenário mais curioso ao redor: presídio, cemitério de animais, refinadora e mesmo assim a praia é linda! Continuamos o nosso “city tour” desbravando o interior da ilha, levamos mais de uma hora para chegar até Conchi, uma belíssima piscina natural rodeada de pedras e corais. Por um momento pensamos em desistir, a estrada era muito deserta, mas a vontade de conhecer esse ponto turístico superou tudo.
Antes de devolver o carro na locadora, fomos ao Califórnia Light House, farol que fica ao norte da ilha, e à pitoresca Capela Auto Vista, a primeira de Aruba. Outro ponto alto do dia foi o passeio no submarino Atlantis! Sim, pudemos investigar o fundo do mar e contemplar embarcações naufragadas, peixes e plantas aquáticas! Para fechar o dia jantamos no Hard Rock Café.
Um dos últimos passeios que fizemos por Aruba foi Arashi Beach, que “só pra variar” é uma praia de água transparente e muito tranquila, lá encontramos o mais belo cartão-postal da ilha: a árvore Divi-divi. Outra atração dessa região são os casarões e mansões de pessoas famosas. Também conferimos Palm Island, uma ilha turística, particular e feita pelo homem. Oferece uma estrutura completa com lojas, restaurantes, esportes aquáticos, dentre eles a caminhada embaixo da água chamada Sea Trek. Com escafandro, respirando normalmente, descemos 7 metros em uma escada e lá embaixo percorremos alguns cenários afundados propositalmente. Foi lindo, fizemos belas fotos e também alimentamos peixes azuis enormes, experiência que marcou a viagem e nossas vidas.
Na hora da partida, ficamos com a certeza de que a única coisa chata da viagem é ter de voltar para casa!
Legenda:
Foto 1: Árvore Divi - divi, símbolo de Aruba
/Foto 2: Djiovany e Renata em Klein Curação/
Foto 3: Trapiche em Porto Mari/Foto 4: Daai Booi Beach
/Foto 5: Praia de Kenepa em Curaçao
/Foto 6: Mergulho em Klein Curaçao
/Foto 7: Renata aproveita a praia do Hotel Hilton
/Foto 8: Conchi em Aruba
/Foto 9: Djiovany no Submarino Atlantis
/Foto 10: Sea Trek em Palm Island.
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