O Monte Roraima é uma das formações geológicas mais antigas do planeta, localizado na tríplice fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana. O trekking até o topo do tepui (montanha com formato de mesa) é uma das aventuras mais cobiçadas da América do Sul.
Para conhecer esse paraíso intocado repleto de cristais e piscinas naturais, é necessário participar de uma expedição guiada que dura, em média, de 6 a 8 dias, com preparação prévia e apoio logístico.
Existe um lugar na América do Sul onde as montanhas não têm picos pontiagudos, mas sim topos retos que tocam as nuvens, abrigando paisagens que parecem ter parado no tempo. Bem-vindo ao Monte Roraima, o gigante geológico que inspirou livros, filmes e atrai milhares de aventureiros em busca do trekking mais fascinante do continente.
Neste conteúdo, revelaremos a logística, a preparação física necessária, o que levar na mala e tudo o que você precisa saber para planejar essa expedição inesquecível e conquistar o topo desse paraíso intocado.
Índice
- O que é e onde fica o Monte Roraima?
- A experiência do trekking: o que encontrar lá em cima?
- 1. O Maverick
- 2. As Jacuzzis Naturais
- 3. O Vale dos Cristais
- 4. Ponto Triplo: o marco das fronteiras
- 5. La Ventana: a janela
- Preparação: dificuldade, clima e mala
- Preparação Física e Dificuldade
- Clima e melhor época para ir ao Monte Roraima
- O que levar na mala: mochilão completo
- Planejamento inteligente: o suporte da CVC para expedição ao Monte Roraima
- Dúvidas frequentes sobre o Monte Roraima
- 1. Em qual cidade fica o Monte Roraima?
- 2. Quantos dias para subir o Monte Roraima?
- 3. É difícil subir o Monte Roraima?
- 4. Qual o valor para subir no Monte Roraima?
- Uma jornada de transformação para o Monte Roraima
O que é e onde fica o Monte Roraima?
Quando olhamos para as grandes montanhas do mundo, como os Andes ou os Alpes, imaginamos picos nevados e triangulares. O Monte Roraima, no entanto, é diferente de tudo isso.

Ele é classificado como um “Tepui”, uma palavra da língua indígena pemon que significa morada dos deuses. Os tepuis são montanhas em formato de mesa, com paredões verticais imensos e topos completamente planos.
A grandiosidade do Monte Roraima não está apenas no seu formato, mas na sua idade. Estamos falando de uma das formações geológicas mais antigas do planeta Terra, com rochas que datam de mais de 2 bilhões de anos.
Essa idade avançada e o isolamento do topo (que fica a cerca de 2.800 metros de altitude) criaram um ecossistema único, um verdadeiro Mundo Perdido onde grande parte da flora e da fauna é endêmica, ou seja, só existe lá e em nenhum outro lugar do mundo.
Geograficamente, o Monte Roraima é um gigante compartilhado. Ele está cravado na tríplice fronteira da América do Sul: 5% do seu território pertence ao Brasil, 10% à Guiana e a grande maioria, 85%, fica na Venezuela.
Apesar de levar o nome do estado brasileiro de Roraima, o paredão do lado do Brasil é totalmente vertical e inacessível para caminhadas comuns. Por isso, a rota oficial e turística de subida é feita pelo lado venezuelano.
A jornada da esmagadora maioria dos brasileiros começa na cidade de Boa Vista (capital de Roraima), de onde se pega a estrada cruzando a fronteira até a cidade venezuelana de Santa Elena de Uairén, que serve como base de apoio para o início do trekking na comunidade indígena de Paraitepuy.
A experiência do trekking: o que encontrar lá em cima?
Subir o Monte Roraima não é um passeio de fim de semana; é uma verdadeira expedição de superação e maravilhamento. A viagem geralmente é dividida em etapas bem marcadas.
Os primeiros dias consistem em longas caminhadas pela Gran Sabana, atravessando rios sob um sol escaldante, até chegar ao Acampamento Base. De lá, inicia-se a temida e espetacular subida pelo paredão, através de uma fenda natural conhecida como “Paso de las Lágrimas”, até finalmente atingir o topo.
E é no topo que a mágica absoluta acontece. O cenário lá em cima é tão alienígena e deslumbrante que faz cada bolha no pé e cada gota de suor valerem a pena. Veja os principais atrativos que você explora durante os dias de acampamento no cume:
1. O Maverick
O ponto mais alto do Monte Roraima não é uma montanha extra, mas sim uma enorme formação rochosa de 2.810 metros de altitude que, vista de longe, lembra perfeitamente o formato de um carro clássico da Ford, o Maverick.

Escalar essa rocha de madrugada é um rito de passagem para os trilheiros, pois é dali que se tem a vista mais espetacular do nascer do sol, com o mar de nuvens cobrindo a savana venezuelana lá embaixo.
2. As Jacuzzis Naturais
Após dias de caminhada intensa, o topo oferece um spa natural improvável. As “Jacuzzis” são piscinas naturais rasas, com o fundo forrado por pequenos cristais de quartzo brilhantes.
A água que preenche essas piscinas tem uma coloração levemente amarelada (devido aos taninos da vegetação local), mas é extremamente cristalina e congelante! Um mergulho rápido nas jacuzzis revigora os músculos cansados e rende fotos absolutamente perfeitas.
3. O Vale dos Cristais
Como se a paisagem já não fosse impressionante o suficiente, existe uma área no topo do monte chamada Vale dos Cristais. O chão é literalmente forrado por milhares de cristais de quartzo expostos.
A energia do lugar é indescritível, mas existe uma regra sagrada, rigorosamente fiscalizada pelos guias e pelas autoridades locais: é terminantemente proibido levar qualquer cristal, por menor que seja, como lembrança.
A punição vai de multas pesadas a revistas minuciosas na descida. O lema é: “não tire nada além de fotos, não deixe nada além de pegadas”.
4. Ponto Triplo: o marco das fronteiras
Caminhar pelo topo do Monte Roraima é cruzar fronteiras internacionais a pé. O Ponto Triplo é um marco geográfico em formato de pirâmide branca que sinaliza o encontro exato das fronteiras do Brasil, da Venezuela e da Guiana. É o lugar perfeito para a clássica foto colocando as mãos (ou os pés) em três países simultaneamente.

5. La Ventana: a janela
Considerado por muitos o mirante mais arrebatador da expedição. O “La Ventana” é uma borda do penhasco que fica de frente para o Monte Kukenan, um tepui vizinho.
Em dias de céu limpo (ou quando as nuvens abrem frestas), você consegue ver paredões verticais imensos, cascatas gigantescas despencando no abismo e uma imensidão verde lá embaixo.
É uma visão que faz o viajante se sentir minúsculo diante da força da natureza.
Preparação: dificuldade, clima e mala
Uma expedição desse porte não pode ser decidida da noite para o dia. O Monte Roraima é selvagem e não perdoa viajantes despreparados. Aqui estão os três pilares que você precisa dominar antes de embarcar:
Preparação física e dificuldade
É importante desmistificar uma coisa: você não precisa ser um alpinista ou saber usar cordas e mosquetões para subir o Monte Roraima. O trekking é feito inteiramente caminhando.
No entanto, o nível de dificuldade é considerado Módulo Difícil. Você caminhará de 10 a 15 quilômetros por dia, muitas vezes em terrenos acidentados, pedras escorregadias, lama, travessias de rios com água na altura do joelho e, no dia do ataque ao cume, enfrentará uma subida absurdamente íngreme.
De fato, ter um bom preparo cardiovascular, fortalecer joelhos e pernas e treinar caminhadas longas nos meses anteriores fará toda a diferença para que você aproveite a viagem em vez de apenas sobreviver a ela.
Clima e a melhor época para ir ao Monte Roraima
O clima no Monte Roraima é uma loteria, e a regra é clara: chove praticamente o ano todo, o que é fundamental para manter os rios e cachoeiras cheios. Porém, existe uma janela conhecida como época de “seca”, que vai de dezembro a março.

Essa é a melhor época para a expedição, pois o volume de chuvas diminui consideravelmente, tornando as caminhadas na savana menos lamacentas e, principalmente, deixando a travessia dos rios (como o rio Tek e o Kukenan) muito mais segura.
No topo (a quase 3.000 metros), prepare-se: o vento é fortíssimo e a temperatura à noite cai facilmente para 5°C ou até perto de zero.
O que levar na mala: mochilão completo
Sua mochila será sua casa. Na expedição, você contrata carregadores apenas para as barracas e a comida coletiva (embora seja possível contratar carregadores pessoais à parte). Se você for carregar sua própria mochila, ela não deve passar de 10 kg a 12 kg.
- O sistema de camadas: Leve segunda-pele térmica, blusas de fleece (aquecimento) e uma excelente jaqueta corta-vento e 100% impermeável (Anorak). Se a sua jaqueta não for boa, o vento e a chuva farão você passar muito frio.
- Calçados: Uma bota de trekking resistente, impermeável e, o mais importante, amaciada. Jamais vá para o Monte Roraima com uma bota recém-comprada, ou as bolhas destruirão a sua viagem.
- Sobrevivência: Leve um saco de dormir que suporte temperaturas de 0°C a 5°C, isolante térmico, meias extras (para ter o pé sempre seco à noite), lanterna de cabeça, bastões de caminhada (salvam os joelhos) e muito repelente, pois a savana é o lar do puri-puri, um mosquito minúsculo que deixa marcas que coçam por semanas.
Planejamento inteligente: o suporte da CVC para expedição ao Monte Roraima
Apesar da maior parte da aventura acontecer em território venezuelano, a logística brasileira é o ponto de partida de tudo.Você precisará de voos até Boa Vista (RR) e hospedagem de apoio na capital roraimense pelo menos um dia antes do início da expedição e um dia depois, para descansar antes de voltar para casa.
É fundamental ter essa estrutura amarrada para evitar dores de cabeça com atrasos de voos ou falta de transfers.
O planejamento de viagem é, na verdade, o momento em que as suas férias já começam. É aquela fase gostosa de pesquisar imagens, descobrir novos restaurantes, ler sobre a história do lugar e sentir aquele frio na barriga bom de quem está prestes a viver dias incríveis.
E para que essa experiência seja perfeita, você conta com o suporte completo e a assistência da CVC em cada etapa do processo. Nós te apoiamos desde a escolha do destino ideal e o atendimento acolhedor em nossas lojas até a recepção com guias em diversos lugares do mundo e um canal de contato 24 horas exclusivo para passageiros em viagem.
Ou seja, você pode planejar e viajar com total tranquilidade, sabendo que a CVC está ao seu lado a todo momento. Não adie mais o seu descanso e as suas aventuras. Deixe a parte burocrática com quem entende do assunto e preocupe-se apenas em arrumar as malas!
Especialmente em um destino de ecoturismo extremo como este, onde você estará incomunicável e distante de grandes centros médicos, fechar a viagem com a garantia de um excelente Seguro-Viagem não é um luxo, é uma exigência inegociável.

Dúvidas frequentes sobre o Monte Roraima
Ainda ajustando os detalhes desta expedição épica? Reunimos as respostas diretas para as perguntas mais comuns de quem está sonhando em conhecer o Mundo Perdido:
1. Em qual cidade fica o Monte Roraima?
O Monte Roraima não fica em uma única cidade, pois é uma montanha de fronteira que divide Brasil, Venezuela e Guiana. No entanto, a base logística e de partida para os turistas brasileiros é a capital, Boa Vista (Roraima).
De lá, as agências fazem o transfer rodoviário cruzando a fronteira até a cidade de Santa Elena de Uairén, já na Venezuela, de onde a trilha efetivamente começa na comunidade indígena de Paraitepuy.
2. Quantos dias para subir o Monte Roraima?
A grande maioria das expedições comerciais dura entre 6 e 8 dias no total (ida e volta). O roteiro mais recomendado pelos especialistas é o de 8 dias. Isso porque você leva, em média, de 2 a 3 dias apenas para chegar ao topo e mais 2 dias para descer.
Em um roteiro de 8 dias, você garante pelo menos 3 dias inteiros explorando o topo do monte sem pressa, o que é essencial para conseguir visitar atrações distantes (como o Ponto Triplo e o Lago Gladys) com calma.
3. É difícil subir o Monte Roraima?
Sim, o nível de dificuldade física é considerado alto. Não é necessário saber técnicas de alpinismo ou usar equipamentos de escalada, mas é um trekking extenuante. Você vai caminhar muitos quilômetros diários debaixo de sol, chuva e com uma mochila nas costas.
O dia do ataque ao cume (subida do paredão) exige subir degraus naturais de pedras soltas por horas a fio. Exige muito mais resistência muscular e, sobretudo, resiliência psicológica do que técnica.
4. Qual o valor para subir no Monte Roraima?
Os custos envolvem duas partes: a logística até o Norte do Brasil e a expedição em si. Você precisará comprar as passagens aéreas até Boa Vista (RR) e pagar o pacote da agência especializada.
Os pacotes de trekking (que costumam incluir os guias indígenas, alimentação completa na montanha, barracas, equipamentos de cozinha, transfers e taxas do parque nacional) possuem valores que flutuam bastante conforme a cotação do dólar e a duração (6 a 10 dias).
Para ter segurança nos pagamentos e garantir suporte, o ideal é contar com a consultoria e as parcerias de empresas consolidadas.
Uma jornada de transformação para o Monte Roraima
O Monte Roraima não é um destino para quem busca descanso à beira da piscina. É um lugar para quem busca conexão profunda com o planeta em sua forma mais bruta e antiga. A falta de sinal de celular, o banho de caneca com água gelada, as noites frias na barraca e o esforço monumental da subida criam um ambiente perfeito para a superação pessoal.

Quando você chegar ao topo e olhar para a imensidão das nuvens abaixo dos seus pés, vai entender que algumas das paisagens mais lindas da vida custam muito suor, mas pagam recompensas inesquecíveis.
Pronto para viver a maior aventura da sua vida? A sua expedição para o topo do Mundo Perdido começa com o planejamento certo.
Gostou do conteúdo? No Blog da CVC você encontra diversos artigos que podem ajudar você a planejar uma viagem incrível em uma dessas maravilhas da natureza.
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